Fear the Walking dead | Confira a nossa análise do episódio piloto

Fear the walking dead

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Fear the Walking dead é uma série questionada desde seu anúncio. Muitos se perguntaram se era realmente necessário investir em uma “história de origem” de The Walking Dead, já que nem mesmo os quadrinhos de Robert Kirkman deram muitas explicações sobre como tudo começou. Mas devido ao sucesso de The Walking Dead, a AMC não deixaria a oportunidade de fazer mais dinheiro passar, então restou ao espectador torcer para que Fear the Walking Dead justificasse seu investimento.

Com um clima carregado de tensão, o episódio começa com um jovem (evidentemente drogado) acordando em uma igreja abandonada. Ao procurar por uma por uma garota chamada Glória, ele rapidamente percebe que algo de muito errado está acontecendo até que, por fim, encontra a jovem se alimentando de outra pessoa. Desesperado, ele sai correndo do local, sofre um acidente e é levado ao hospital.

A cena de abertura faz o espectador mais desatento se situar melhor, lembrando de que se trata do mesmo universo de TWD. E a partir daí vemos o que talvez seja um dos maiores focos da história: o drama familiar. Somos apresentados ao casal de protagonistas, Madison (Kim Dickens) e Travis (Cliff Curtis), que demonstram um grande companheirismo apesar dos conflitos individuais de cada um. Travis é um professor que tenta melhorar sua relação com o filho de um casamento passado, além de querer mostrar para a atual companheira que ela pode contar com ele para tudo. Madison, também professora, tem dois filhos, Alicia ((Alycia Debnam-Carey) e Nick (Frank Dillane), o jovem apresentado na cena de abertura.

Dessa forma, você acompanhará não apenas o início de um apocalipse zumbi, mas também o drama de pessoas que tentam consertar os seus erros para poderem se estabelecer como uma boa família. Não que The Walking Dead não tenha seus arcos dramáticos. Contudo, na série “original”, os arcos dramáticos são, na maior parte, resultados de um mundo já tomado por zumbi, enquanto em Fear the Walking Dead será apresentada essa transição.

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Umas das questões mais controversas a respeito da história é se tentariam apresentar alguma explicação para o surgimento dos “walkers”. Se você era um dos que torciam para que não tocassem neste assunto, fique tranquilo, pois, pelo apresentado no primeiro episódio, a causa de tudo parece ser algo que ainda continuará sem respostas. E isso é algo bom, pois a chance de apresentarem uma justificativa patética seria grande. Além de que, apresentando como o mundo reage durante os acontecimentos, os criadores da série tem uma premissa com potencial suficiente para que possam criar uma história que justifique a criação de um spin-off. Se você já viu os filmes Contágio (com Matt Damon) e Epidemia (com Dustin Hoffman), sabe quais caminhos a série pode seguir. Por outro lado, por não apresentar nenhuma explicação, a relevância da história contada aqui fica comprometida, pois quem já viu The Walking Dead sabe do resultado de tudo o que aconteceu. Logo, os roteiristas e produtores devem pensar bem em quais situações irão criar para os novos personagens.

Um ponto em que o episódio deixa a desejar é na ambientação. Muito havia sido dito de que a série se passaria numa paisagem muito mais urbana que The Walking Dead, com grandes populações e evidenciando o risco que qualquer epidemia traria. Mas não é isso que pode ser visto no episódio. E esse tropeço se deve ao fato de a série querer criar tensão em toda cena, deixando o espectador cada vez mais ansioso para ver um zumbi na tela. Mas esse não é o centro dessa série, é de The Walking Dead, e isso acaba destoando um pouco da nova proposta. Se fosse algo pontual tudo bem, mas, como dito, é o tempo todo. Com isso, em qualquer lugar que os personagens vão, a impressão é de que só eles estão ali. Você não sente o perigo de uma grande população prestes a ser infectada, sente apenas o medo de uma pessoa ser infectada. E, novamente, para isso já temos The Walking Dead.

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Além disso, a trilha sonora as vezes se sobressai ao que está acontecendo na tela, perdendo o sentido em determinadas cenas. Mas é um recurso bem empregado nos momentos em que realmente a tensão é necessária. A maquiagem dos mortos-vivos também decepciona um pouco, já que, nos poucos momentos de tela, soam bastantes artificiais  e tiram parte do horror e violência gráfica esperada nos encontros com os “walkers”.

Sendo assim, por mais que pareça uma série extremamente desnecessária, Fear the Walking Dead tem potencial ao menos para contar uma boa história sobre uma epidemia. Porém, para que isso aconteça, os próximos episódios precisam estabelecer melhor qual o “tom” da série e criar uma identidade visual e narrativa mais adequada à nova proposta. E que seja feito rápido, pois é uma premissa que não se segura por mais de uma temporada. Caso não mude um pouco a perspectiva, não é demais dizer que já temos The Walking Dead.

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Se você considera desnecessário um spin-off de The Walking Dead, mas iria assistir para ter respostas sobre como tudo começou, Fear The Walking Dead provavelmente irá te decepcionar. A série parece caminhar apenas nos conflitos familiares dos protagonistas e como eles irão reagir ao surgimento dos mortos-vivos.

Caso você queira dar uma chance para a nova série, torça para que os roteiristas e produtores sigam um caminha um pouco diferente do episódio piloto, que tenta ser muito The Walking Dead em diversos momentos, esquecendo a nova proposta.

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