The Walking Dead| Análise do primeiro episódio da 6ª Temporada

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The Walking Dead é uma série inegavelmente corajosa. Desde o começo ela não sacrifica o drama para dar lugar a uma ação descontrolada para satisfazer seus telespectadores. A segunda e a quarta temporada talvez sejam as mais criticadas devido ao grande foco no desenvolvimento dos personagens, o que sempre dividiu a opinião dos fãs. Dessa forma, um equilíbrio entre ação e drama era necessário, e eles começaram a mostrar um controle sobre isso no final da quarta temporada e durante toda a excelente quinta temporada. E, se seguir o caminho do primeiro episódio, a nova temporada tem tudo para ser uma das mais marcantes de The Walking Dead.

First Time Again segue duas linhas temporais distintas: a atual, na qual o grupo de sobreviventes começa a executar um plano para afastar um grupo de zumbis (o maior visto em The Walking Dead até o momento) de Alexandria; e uma no passado, que mostra o que se passou logo após os eventos da temporada passada até contextualizar com a linha temporal atual. Utilizar essa linha narrativa se mostrou uma excelente escolha, pois:

  1. Permitiu que fosse introduzido a nova ameaça para os sobreviventes já no início;
  2. Adicionou a ação necessária para um primeiro episódio;
  3. Teve diversos momentos de desenvolvimento dos personagens, mas sem diminuir o ritmo do episódio.

Além disso, com um roteiro bem escrito, o episódio dá espaço para diversos personagens e seus respectivos arcos dramáticos, o que é importante para lembrar da relevância de cada um deles. Contudo, os melhores momentos giram em torno das conversas entre Rick e Morgan, as quais ressaltam cada vez mais as diferenças entre o Rick de agora e o Rick do começo da série. Não que suas ações sejam injustificáveis (querendo ou não, alguém precisa colocar ordem na casa), mas elas acabam sendo rigorosas demais para algumas pessoas. Além disso, o episódio mostra como as opiniões e decisões de Rick estão se tornando as novas regras de Alexandria, fato bem colocado em uma das falas de Carol.

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Mas tais arcos dramáticos poderiam se perder caso as atuações dos atores não fossem convincentes, o que não é o caso. Todo o elenco principal está em ótima forma, com destaque para Andrew Lincoln (como Rick) e Steven Yeun (como Glenn). Ambos transmitem toda a carga dramática que as ações de Rick  e Glenn requerem, seja a necessidade de ajudar todos a sobreviverem ou a necessidade de perdoar alguém que já tentou matá-los.

Mas não só o roteiro e as atuações merecem elogios nesse primeiro episódio, pois a montagem e a fotografia são as grandes responsáveis pela dinâmica do episódio. A fotografia, que alterna entre uma paleta completamente cinza (durante os flashbacks) e colorida (durante o presente), ajuda o espectador a rapidamente se localizar no que está acontecendo. Outro acerto foi a utilização de planos panorâmicos que evidenciaram a grande ameaça que a enorme quantidade de zumbis encontrados pode representar. A montagem em momento algum deixa o episódio diminuir seu ritmo, sempre mantendo as ações paralelas de forma coerente e de fácil compreensão. Além disso, o design de som da série continua em um alto nível, não sobressaindo sobre nenhum outro recurso dramático, apenas complementando os acontecimentos.

Com um início de temporada tão promissor, só nos resta esperar que mantenham o nível estabelecido no episódio durante toda a temporada.

E você? O que achou do primeiro episódio da nova temporada de The Walking Dead? Deixe seu comentário!

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